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quarta-feira, 25 de junho de 2008

Dentista Hippie!

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Se vocês já ficaram chocados quando postei sobre piercings feitos nas ruas, imagine o que sentirão ao ver essas imagens! Sim, elas são exatamente aquilo que aparentam.

Este tipo de pratica ainda é comum nos dias de hoje em países como a Índia e China (a grande nação olímpica). Apesar de toda modernização que estas práticas vem sofrendo nos últimos anos, até mesmo nos países citados, ainda é muito comum encontrar pessoas fazendo tratamentos dentário em plena rua, sem a mínima condição de higiene, e de maneira completamente precária e improvisada. Clique AQUI para ver mais fotos.

Concordo que serviços deste tipo são uma necessidade, diferentemente de uma tatuagem ou piercing por exemplo, e que existem pessoas que não tem condições de pagar por algo melhor. Apesar disso, acho que as autoridades e governantes deveriam fiscalizar melhor este tipo de prática irresponsável, além é claro de oferecerem melhores condições para os profissionais e pessoas menos favorecidas que procuram estes serviços justamente por falta de opções.
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Investem vários milhões em uma olimpíada em quanto a própria população do país é obrigada a passar por esse tipo de situação para tentar sobreviver. No mínimo falta um pouco de coerência nisso, não concordam?!?

Imagens: Dammasko.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Obesidade da multa... No Japão.

Sim, isso mesmo! A dois meses atrás foi aprovada no Japão uma lei que penalizará com multas os governos que não conseguirem atingir a meta de reduzir o peso da sua população em 10% nos próximos 4 anos e 25% nos 7 anos seguintes.

Fica a cargo das empresas e governos medir a cintura dos japoneses com idade entre 40 e 74 anos, juntamente com os exames anuais de saúde. Essa faixa etária compreende nada menos do que 44% da população do país, ou seja, aproximadamente 56 milhões de "cinturinhas" serão medidas.

Leia a notícia completa no Terra.

Ah esses japoneses... Agora nem mais o prazer de comer um pouquinho mais eles vão ter. Acho que descobri porque eles são os responsáveis pelas maiores TV's do mundo... Se isso fosse no Brasil, teriam que dar um prêmio para os senhores que conseguissem chegar aos 74 anos, e se caso fossem obesos, um bonús extra!

sábado, 14 de junho de 2008

Horiyoshi III - Irezumi e Tebori.


O vídeo acima mostra uma técnica chamada Hirezumi, ou Tebori, feita pelo mestre Horioshi III. Para iniciar esse assunto, vale destacar que este tipo de trabalho é tratado de uma maneira diferente as tatuagens modernas.

Os trabalhos de Irezumi normalmente são grandes e cobrem grandes partes do corpo, porém são feitos para ficarem escondidos sob a roupa. Já uma tatuagem moderna normalmente é feita em locais mais visíveis, e tem um apelo completamente estético.

A história do Irezumi pode ser dividida em 3 diferentes períodos. De 300 a.C a 250 d.C, durante o período Yayoi essas marcas eram consideradas um símbolo de status. Já no período Kofun, (250 a 528 d.C), os criminosos eram punidos com marcações em sua pele, porém mesmo assim essa técnica começou a se desenvolver paralelamente com o status de arte. Muito mais tarde, na era Meiji (1868 - 1912) a pratica do Irezumi passou a ser considerada uma coisa bárbara e inadmissível, pois o país passava por um período de abertura para o restante do mundo. Vários artistas foram expulsos de seu país, e os poucos que tentavam resistir eram obrigados a se deslocarem constantemente, normalmente para a periferia, para evitar que fossem capturados e presos.

Nessa época, a maioria desses artistas foram parar na cidade portuária de Yokohama, que era um reduto de mercadores e marinheiros estrangeiros, praticamente esquecida pelas autoridades. Esses mesmos marinheiros foram os responsáveis pela divulgação do Irezumi ao redor do mundo logo após a segunda guerra mundial, o que acarretou na legalização desta prática no país.
Mestre Horioshi III.

Agora vamos voltar a falar do artista mostrado acima. Apesar de se chamar Horioshi III, ele não é filho de Horioshi II. Nascido com o nome de Yoshihito, ele se tornou um ajudante do grande mestre, e posteriormente seu discípulo, praticando as técnicas aprendidas em suas próprias pernas. Em 1979 ele foi reconhecido como mestre, recebendo o prefixo honorífico "hori", utilizado pelos grandes mestres do Irezumi, que significa literalmente "gravar"ou "esculpir". Atualmente com 61 anos de idade, ele ainda continua desenvolvendo sua técnica.

A técnica do Irezumi se chama Tebori, que significa "mão talhadora", e normalmente é um pouco mais dolorida do que aquelas feitas com maquinas elétricas. O Tebori é feito com uma espécie de "escova de agulhas", que é molhada na tinta e impulsionada sobre a pele, introduzindo assim o pigmento. Por se tratar de uma técnica completamente manual, ela é bem mais demorada, e por conseqüência também mais dolorida.
Agulhas utilizadas no Tebori. Clique para ampliar.

Horioshi compara a prática do Tebori com o Beisebol, onde pode se utilizar uma maquina para arremessar a bola ao invés de um ser-humano, porém o resultado obtido nunca será o mesmo. O Tebori atinge um resultado muito mais suave, que dificilmente é atingido utilizando uma maquina elétrica.

Já a escolha do desenho também tem suas particularidades. Normalmente o cliente expressa sua idéia e o próprio mestre se encarrega de fazer o desenho, diretamente na pele, sem a escolha de um modelo já pronto, o que torna este tipo de trabalho ainda mais exclusivo. Além disso, é necessário que haja uma relação total de confiança entre o mestre e o cliente, pois assim como a tatuagem tradicional, esta técnica também é irreversível.

Para finalizar, quanto questionado sobre a dor, Horioshi responde:
"Você só saberá do que se trata se submetendo a ela."
Fontes: Wikipedia , YouTube e PingMag

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Primitivos modernos

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Esta rara fotografia acima, feita pelo fotografo Edward S. Curtis em 1908, retrata um ritual de perfuração nativo americano realizado durante a "sun dance", ou dança do sol.

A imagem retrata um homem com o corpo ligeiramente inclinado para traz, com bastões cravados em seu peito. Estes mesmos bastões estão ligados a duas fitas de couro, que por sua vez estão presas em um tronco de árvore fixado no chão com o auxílio de rochas.

Exatamente 100 anos depois...
Ou seja, qualquer semelhança com os dias atuais não é mera coincidência!

Fotos retiradas do Old Picture of the Day e BMEzine, respectivamente.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Moda?

Atualmente, a maiorias das pessoas classificam as modificações corporais mais comuns (tatuagens, body piercing, scarificações) como uma "moda"ou um "modismo". Claro que a absorção dessas praticas pelas culturas ocidentais modernas acabou difundindo a body modification na mídia (revistas, televisão, etc...), porém vale lembrar que essas formas de adornos corporais já eram utilizadas pelos povos antigos por diferentes motivos, crenças e costumes. Pra falar a verdade, a maioria dessas praticas foram abolidas pelos colonizadores na época do descobrimento, por não se tratarem de algo comum entre as "elites dominantes", que era que ditava os costumes daquela época.
Em alguns povos mais primitivos, essas praticas nunca foram extintas, sendo transmitidas de gerações para gerações, como no caso da tribo de homens Turkana, no Kenya (acima) e da tribo de mulheres Mursi, localizada ao sul da Etiópia (abaixo).
Abaixo o close da foto acima, que mostra duas integrantes da tribo Mursi, uma com e outra sem o disco utilizado no alargamento da perfuração do lábio inferior.
Agora me pergunto: que influência essas pessoas tem dos jornais, das revistas, da televisão ou de qualquer outro meio de comunicação para praticarem estes tipos de adornos em seus corpos? Absolutamente NENHUM! Suas únicas influências são seus costumes e tradições culturais. Então, porque classificar essas praticas como "modismos", ou pior ainda, descrimina-las? Um pouco de cultura e conhecimento não fazem mal a ninguém. Com certeza essas culturas também não aprovam o que as igrejas do Sr. Bispo Edir Macedo faz com a massa burra, como foi mostrado no post anterior...

Fotos: ModBlog
Texto: myself