Segundo a Wikipédia:"A Trepanação, dentro da medicina moderna, consiste na abertura de um ou mais buracos no crânio, através de uma broca neurocirúrgica. Quando realizada de forma única, a trepanação serve para se criar uma abertura por onde se pode drenar um hematoma intracraniano ou se inserir um cateter cerebral. Em uma craniotomia, várias trepanações são feitas para se criar os vértices de um polígono ósseo que será retirado do crânio. Com o auxílio de uma serra neurocirúrgica, uma linha ligando cada vértice é serrada e o polígono (flap) ósseo do crânio é retirado, liberando o neurocirurgião para abordar a massa encefálica."
Porém o mais surpreendente é que esta prática é mais antiga do que imaginamos. Existem registros de utilização destas técnicas no Egito Antigo, na Grécia e nos tempos pré-históricos e clássicos romanos, na África do Norte e Equatorial (onde elas ainda são realizadas, inacreditavelmente).
Estas cirurgias nada delicadas eram muitas vezes, efetuadas para saírem "espíritos" ou por alguma causa esotérica, sendo, no entanto, também aplicada para efetuar alterações diretamente no cérebro quando se possuía mais informação teórica e prática.Dependendo do tamanho do orifício, o indivíduo poderia sobreviver durante vários meses apenas com a derme cobrindo o orifício, podendo assim conseguir sentir o seu próprio encéfalo na ponta dos dedos se o desejasse.
Agora vem o ponto mais interessante. Segundo o holandês Bart Huges (foto ao lado), os problemas sofridos pelas pessoas como o estresse, a depressão e ansiedade seriam resultado da incapacidade do cérebro pulsar adequadamente graças à restrição da caixa craniana. Este “aprisionamento” imposto pelo crânio evitaria o potencial criativo e perceptivo do cérebro humano. Para lidar com este problema, Huges propôs uma terapia radical: a trepanação. A explicação? Liberar a pulsação cerebral através do aumento do volume de sangue no cérebro.
Após algum tempo fazendo uso de mescalina, Huges percebeu que a sensação de consciência expandida ocorria devido a um aumento do volume do sangue no cérebro.
Segundo ele, a posição ereta do ser humano trouxe benefícios, mas a um certo custo: o fluxo de sangue no cérebro ficou limitado pela gravidade o que reduziu a expansão da consciência humana. Certas partes do cérebro ficaram limitadas em suas funções enquanto outras (como a da linguagem e do raciocínio) ganharam maior ênfase.
Ele considerava que o mais alto estado de consciência era o da infância. Bebês nascem com crânio não selados por completo e conforme crescerem, a carapaça óssea é formada, enclausurando o cérebro, impedindo que este pulse junto com o ritmo do coração.
Huges concluiu então que através da trepanação é possível retornar o crânio a esta condição da infância. Como não encontrou ninguém que quisesse fazer tal operação nele, Huges fez a trepanação em si mesmo. Imediatamente após a operação, que durou 45 minutos e foi feita com um perfurador elétrico, um escapelo e uma agulha hipodérmica, Huges contou ter adquirido uma consciência mais plena.
Apesar dos argumentos apresentados tanto por Huges como por seus seguidores, não há evidências científicas que sugiram que estas características da anatomia infantil tenham alguma relação com a circulação cerebral ou qualquer um dos efeitos benéficos citados pelos trepanados.
Para saber mais sobre Huges e suas teorias, leia o texto na íntegra AQUI.
Fontes: Wikipédia e Blog do Conhecimento. A dica para este post foi da Gisleine. Valeu!




