sábado, 9 de agosto de 2008

Buraco na tampa? Isso se chama Trepanação!

Segundo a Wikipédia:
"A Trepanação, dentro da medicina moderna, consiste na abertura de um ou mais buracos no crânio, através de uma broca neurocirúrgica. Quando realizada de forma única, a trepanação serve para se criar uma abertura por onde se pode drenar um hematoma intracraniano ou se inserir um cateter cerebral. Em uma craniotomia, várias trepanações são feitas para se criar os vértices de um polígono ósseo que será retirado do crânio. Com o auxílio de uma serra neurocirúrgica, uma linha ligando cada vértice é serrada e o polígono (flap) ósseo do crânio é retirado, liberando o neurocirurgião para abordar a massa encefálica."

Porém o mais surpreendente é que esta prática é mais antiga do que imaginamos. Existem registros de utilização destas técnicas no Egito Antigo, na Grécia e nos tempos pré-históricos e clássicos romanos, na África do Norte e Equatorial (onde elas ainda são realizadas, inacreditavelmente).

Estas cirurgias nada delicadas eram muitas vezes, efetuadas para saírem "espíritos" ou por alguma causa esotérica, sendo, no entanto, também aplicada para efetuar alterações diretamente no cérebro quando se possuía mais informação teórica e prática.

Dependendo do tamanho do orifício, o indivíduo poderia sobreviver durante vários meses apenas com a derme cobrindo o orifício, podendo assim conseguir sentir o seu próprio encéfalo na ponta dos dedos se o desejasse.

Agora vem o ponto mais interessante. Segundo o holandês Bart Huges (foto ao lado), os problemas sofridos pelas pessoas como o estresse, a depressão e ansiedade seriam resultado da incapacidade do cérebro pulsar adequadamente graças à restrição da caixa craniana.

Este “aprisionamento” imposto pelo crânio evitaria o potencial criativo e perceptivo do cérebro humano. Para lidar com este problema, Huges propôs uma terapia radical: a trepanação. A explicação? Liberar a pulsação cerebral através do aumento do volume de sangue no cérebro.

Após algum tempo fazendo uso de mescalina, Huges percebeu que a sensação de consciência expandida ocorria devido a um aumento do volume do sangue no cérebro.

Segundo ele, a posição ereta do ser humano trouxe benefícios, mas a um certo custo: o fluxo de sangue no cérebro ficou limitado pela gravidade o que reduziu a expansão da consciência humana. Certas partes do cérebro ficaram limitadas em suas funções enquanto outras (como a da linguagem e do raciocínio) ganharam maior ênfase.

Ele considerava que o mais alto estado de consciência era o da infância. Bebês nascem com crânio não selados por completo e conforme crescerem, a carapaça óssea é formada, enclausurando o cérebro, impedindo que este pulse junto com o ritmo do coração.

Huges concluiu então que através da trepanação é possível retornar o crânio a esta condição da infância. Como não encontrou ninguém que quisesse fazer tal operação nele, Huges fez a trepanação em si mesmo. Imediatamente após a operação, que durou 45 minutos e foi feita com um perfurador elétrico, um escapelo e uma agulha hipodérmica, Huges contou ter adquirido uma consciência mais plena.
Crânio asteca trepanado.

Apesar dos argumentos apresentados tanto por Huges como por seus seguidores, não há evidências científicas que sugiram que estas características da anatomia infantil tenham alguma relação com a circulação cerebral ou qualquer um dos efeitos benéficos citados pelos trepanados.

Para saber mais sobre Huges e suas teorias, leia o texto na íntegra AQUI.

Fontes: Wikipédia e Blog do Conhecimento. A dica para este post foi da Gisleine. Valeu!

6 comentários:

  1. momento discovery...
    interessante, gstei da parte do aprissionamento, visto que é o craneo restringe o "expandir" do cerebro, consciencia...
    ha sempre algo a nos restringir...ate a nossa propria cabeça^^

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  2. fabiola fabiolafrias2000@yahoo.com.br10 de agosto de 2008 11:28

    olá, gostei do seu blog... mt sincero alias..rsrs... só gostaria que vc me esclarecesse uma dúvida... já tive 2 piercings (nariz e umbigo aço cirurgico 316L) e por diversas razões tive que tira-los... como já faz mt tempo hj em dia só tenho cicatrizes imperceptiveis, não tive nenhuma reação alergica ao aço e tals...mas gostaria de fazer novamente o piercing do nariz e mais um no tragus... minha irmã me deu algumas jóias de presente (novas) de aço e bioplast...gostaria de saber qual a sua opinião referente ao bioplast ser usado no 1º furo..se é valido e tals...ou é só marketing p/ vendas...fiquei um pouco em dúvida!! obrigada e boa semana. Fabiola

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  3. Sempre gostei muito disso, e sempre tive curiosidade para saber como é ter o cérebro pulsando junto com o coração. Será que assim teriamos um equilibro entre razão e emoção? Deve ser extremamente interessante... E não precisa ser um rombo como esse aí, hahahahah... Atualmente são bem menores. (A pesar de não ser um ato cirurgico comum, há uma espécie de "DIY trepanação")

    Fascinante.

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  4. jennifer: Pois é... Acredite ou não, até que faz um certo sentido!

    fabiola: Minha opinião a respeito do bioplastic é um pouco diversa. Já utilizei para primeiras perfurações e notei uma melhora na cicatrização, porém quando comprado de um fornecedor qualificado. Da mesma maneira, já fiz algumas perfurações com jóias que diziam ser de bioplastic, que os clientes traziam, e o resultado não foi muito bom.
    Creio que uma jóia de qualidade, feita em aço cirúrgico 316L, não cause nenhum problema, e caso queira optar por um material melhor, escolha titânio ou PTFE, dependendo do local onde será feita a perfuração.
    Só mais uma coisa. O que mais existe no mercado atualmente são peças de alumínio, aço anodizado e etc, se passando por titânio, e nylon ou plástico se passando por PTFE. Fique atenta com a procedência do que vc adquirir!

    Phormiga: Sim, claro! Na minha opinião todas as "experiências" com nossos corpos são bem vindas, pois cada um reage diferentemente a determinados procedimentos. Go evolution, rs...

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  5. Ahá, vejo que vc andou pesquisando sobre o assunto! O texto que te mandei não era tão grande! Rsrsrs...
    Mas vc omitiu o fato de que em séculos passados as trepanações eram feitas sem qualquer tipo de anestesia, o que deixava o procedimento bem mais "emocionante"!

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  6. Gisleine: pois é, gostei do tema, e como havia comentado pelo e-mail (eu acho pelo menos) ia fazer um post a respeito. Viu que pode demorar mais não falha heim, rs... Aquele das plásticas tmb está aguardando sua hora, kkk... Sobre a anestesia, pois é... Essa era a parte legal da parada... Estilo Hannibal Lecter em Hannibal (o livro é mais legal).

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